sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Poema de mim.

De mim nada sei.
Sou homem, sou mulher, sou anjo e monstro.
Sou o que demonstro o que não sou.
Deus e o Diabo em um concentrado composto de substâncias amargas e diluídas, passivas de concretude.
Em mim falta algo...
Sinto falta do companheirismo. Escutar junto o recente e o antigo disco de alguma Maria.
Beber cerveja e inventar uma nova receita para o macarrão.
Pegar a estrada em um domingo qualquer para tomar banho de cachoeira.
Perguntar como foi o dia, todo dia, sem compreender que podia apenas gastar nosso tempo dialogando sobre o dia.
Discutir a estranheza do ser, humano, incensato, reduzido e manipulado.
Refletir de suas, minhas, nossas, todas as ações, acreditando na certeza de uma nova era, um novo mundo que transborda luz e paz.

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